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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Maria Francisca...

... Que chegaste ao Mundo em tão poucas horas; muito pequenina, mas de cordas vocais bem calibradas; pela mão da mesma enfermeira que fez nascer a tua irmã Madalena, num episódio de sorte e pura coincidência; a mesma enfermeira que participou na decisão do teu nome; naquele intervalo de horas, foste o único bebé que nasceu naquele hospital, o que fez de ti merecedora de atenção especial; esperavam-te ansiosas as tuas irmãs que puderam conhecer-te logo ali; e ali mesmo nos tornámos uma nova família, perante o olhar embevecido de um sem número de gente que naquele tarde estava de banco e cujas cabeças foram espreitar toda a alegria que transbordou daquele quarto.

Hoje ainda só fazes um mês, mas estás em nós como se sempre soubéssemos que haverias de chegar.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Da esperança à expectativa...

Reproduzi a todos, ipsis verbis, as palavras do médico: "pode ser um rapaz, mas não tenho a certeza. Para já é só uma esperança..."

Reprodução do que aconteceu durante quase dois meses e sempre com o meu desacordo:

- A criança começou a ser tratada por António;
- Ofereceram-lhe roupas azuis;
- Discutiram a distribuição dos quartos, as cores...

Reprodução do que aconteceu quando afinal era uma - mais uma - rapariga:

- Ombros caídos;
- Oh que pena!;
- O médico viu bem?;
- Até a irmã mais velha: 'Estou feliz mas desiludida...'
- E agora?...

E agora nada! Que eu cá sempre soube que ia ser rapariga. E acho a maior graça.